
Os estudantes vão andar de graça nos ônibus de casa para a escola e vice-versa. Mas calma, a boa notícia não é em Pernambuco, mas em Brasília. Em meio ao massacre público depois de ser acusado de envolvimento em um esquema de pagamento de propina para deputados distritais, o governador do Distrito Federal, José Arruda, parece que resolveu melhorar sua imagem aprovando a Lei do Passe Livre, que garante transporte gratuito em todos os meios públicos, como ônibus, metrô e micro-ônibus. O benefício vale até mesmo nos Veículos Leve sobre Trilhos (VLT) e Veículos Leve sobre Pneus (VLP), se um dia entrarem em operação. A expectativa é de que 150 mil estudantes sejam beneficiados com o que o governo define como incentivo à educação. Para isso, irá desembolsar R$ 4,4 milhões por mês para cobrir a despesa. Ou seja, vai institucionalizar o subsídio ao transporte público, o que é certo, já que, se o governo do Estado não cobrir a despesa, sobraria para a população que paga a passagem em dinheiro. Ou, provocaria um aumento geral no valor das passagens.
José Arruda, no entanto, vetou o segundo parágrafo da nova lei, que ampliava a variedade de linhas de ônibus e de horários disponíveis aos estudantes. Com o veto, o direito da passagem gratuita irá se restringir a apenas o caminho do colégio para casa. “Essa lei é uma luta muito antiga. Mas tem que ter disciplina. Tem que ser casa-escola, escola-casa, para que não vire um passeio de ônibus." Esse foi o argumento do secretário de Transportes, Alberto Fraga, para defender o veto.
Todos os estudantes do Distrito Federal que cursam o ensino fundamental, médio e superior, assim, como alunos de cursos técnicos e profissionalizantes, que possuam carga igual ou superior a 200 horas-aulas, terão direito ao passe livre. A gratuidade, no entanto, não irá se estender às cidades do Entorno, beneficiando apenas aqueles que moram e estudam no DF. Para o governo, a Lei do Passe Livre vai evitar um novo aumento das passagens. Isso porque, os estudantes pagam apenas um terço da tarifa com o passe estudantil. Os outros dois terços acabavam sendo pagos por outros usuários do transporte e pelas companhias de ônibus. Assim, os empresários estavam pressionando por um aumento nas passagens.
Se vingar realmente, já que a Câmara Legislativa do Distrito Federal ainda pode derrubar a sanção do governador, bem que uma lei semelhante poderia ser aprovada para os 300 mil estudantes que diariamente andam nos ônibus da Região Metropolitana do Recife. Desde que com subsídio, é claro.
"Subsídio vai custar R$ 4,4 milhões por mês, mas estudantes só poderão utilizar o benefício da escola para casa e vice-versa".
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